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REFLEXIONES Y DEBATES
El BAUEN es de los trabajadores y las trabajadoras
Número 221 / Año 2017 / Por Imen, Pablo - Plotinsky, Daniel
El 27 de diciembre de 2016, Mauricio Macri vetó la Ley de Expropiación del Hotel Bauen, sancionada por amplia mayoría por el Congreso de la Nación. Los fundamentos del decreto aluden al costo fiscal de una medida que –según la mirada del gobierno– favorece “exclusivamente a un grupo particularizado y sin traducirse en un beneficio para la comunidad en general”. Sus argumentos muestran un profundo desconocimiento de la naturaleza de las cooperativas, de su historia y de la contribución a la generación de trabajo y riqueza. Esta medida puede analizarse en el marco, y como continuidad, de la conducta sistemática de veto a leyes relacionadas con empresas recuperadas desarrollada por Macri durante su mandato como jefe de Gobierno de la CABA. Sin embargo, el cambio de Gobierno nacional marcó sin lugar a dudas un punto de inflexión política, económica y social, no solo a nivel nacional, sino regional. El impacto del abrupto viraje político, y la política económica neoliberal que comenzó a implementarse de inmediato, afecta especialmente a las empresas recuperadas por los trabajadores y al cooperativismo de trabajo en general, al igual que al conjunto de los trabajadores. En este contexto, dado que el Bauen es una de las experiencias más conocidas y representativas entre las empresas recuperadas en la Argentina, su defensa aparece como una tarea prioritaria para quienes aspiramos a un mundo más equitativo y solidario.
"The Bauen Hotel belongs to its workers". On December 27, 2016, Argentina’s President Mauricio Macri vetoed the expropriation of the Bauen Hotel Act, which had been passed by broad majority in the Argentine Congress. According to the government, the expropriation would impose a heavy tax cost, and would "only benefit a small group of people, instead of favoring the community as a whole." These arguments show a deep lack of knowledge of the nature of co-operatives, their history, and their contribution to the promotion of work and wealth. This measure can be analyzed in the light—and as a continuation—of the systematic approach adopted by Mauricio Macri during his time in office as Buenos Aires City Mayor, to veto the laws that relate to recovered companies. However, the change in the national government has undoubtedly marked a breaking point in Argentina's politics, economy and society, not only at a national, but also at a regional level. The impact of the abrupt political change, and the neoliberal economic policy that has been implemented since the beginning of the current administration, have particularly affected the worker-recovered companies, the work co-operativism in general, and the workers as a class. In this scenario, and because the Bauen hotel is one of the most notorious and representative cases among recovered companies in Argentina, those of us who fight for a more equitable and caring world make it a priority to defend it.
"O BAUEN é dos/as trabalhadores/as". No dia 27 de dezembro de 2016, Mauricio Macri vetou a lei de expropriação do Hotel BAUEN, sancionada por ampla maioria pelo Congresso da Nação. Os fundamentos do decreto fazem alusão ao custo fiscal de uma medida que -conforme a visão do governo- favorece “exclusivamente um grupo particularizado e sem se tornar um benefício para a comunidade em geral”. Os argumentos mostram um profundo desconhecimento da natureza das cooperativas, da sua historia, e da contribuição delas para a geração de trabalho e riqueza. Esta medida pode ser analisada no marco -e como continuidade- da conduta sistemática de veto a leis que foi levada adiante por Macri durante seu mandato como chefe de governo da Cidade Autônoma de Buenos Aires em relação às empresas recuperadas. Todavia, a mudança de Governo Nacional marcou -sem dúvida- um ponto de inflexão política, econômica e social, não somente a nível nacional como também regional. O impacto da abrupta virada política, e a política econômica neoliberal que começou a ser implementada imediatamente, afeta especialmente as empresas recuperadas pelos trabalhadores e o cooperativismo de trabalho em general, bem como o conjunto dos trabalhadores. Neste contexto, e sendo o Bauen uma das experiências mais conhecidas e representativas entre as empresas recuperadas na Argentina, defendê-lo vira uma tarefa prioritária para aqueles que aspiramos um mundo mais equitativo e solidário.