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EDUCACION Y COOPERATIVISMO
Entre la reforma y la pandemia. Desafíos del Instituto Universitario de la Cooperación
Número 231 / Año 2020 / Por Imen, Pablo
El presente artículo se propone describir la experiencia naciente del Instituto Universitario de la Cooperación IUCOOP, dando cuenta de sus principales desafíos, de la construcción de su propio proyecto y de las identidades sobre las cuales se construye. En la primera parte se intenta dar cuenta del contexto que el neoliberalismo deja plasmado tras cuatro décadas de aplicación inmisericorde. El COVID 19 tiene el “mérito pedagógico” de dejar entrever la incapacidad de este proyecto civilizatorio para asegurar la reproducción de la vida de la especie, y es un llamado de atención a la humanidad para transformar y transformarse. Sostenemos la hipótesis de que nada será igual tras la pandemia y que, por su parte, el presente brumoso no permite anticipar si el futuro devendrá con mayor justicia o si primarán los intereses de quienes quieren perpetuar un orden excluyente y desigual. Si el mundo cambiará, en un proceso disputado, también lo hará la educación y en tal coyuntura el texto analiza el papel que puede jugar el IUCOOP en ese proceso. Nos asumimos como creación del cooperativismo transformador –con todas las consecuencias que esto implica- a la vez que herederos de las experiencias universitarias que buscaron fundar una institución educativa al servicio de un proyecto social más justo e igualitario. En la segunda sección damos cuenta de las notas principales de los proyectos que expresó la Reforma Universitaria de 1918 y la Universidad Nacional y Popular del período 1973-1975 como marcas valiosas a las que debemos mirar y de las cuales debemos aprender. Finalmente, recorremos criterios, definiciones y propuestas del IUCOOP en los tiempos actuales
Between Reform and Pandemic. Challenges of the Instituto Universitario de la Cooperación. This article aims to describe the recent experience of the Instituto Universitario de la Cooperación (IUCOOP), accounting for its main challenges, the construction of its own project and the identities on which it is built. In the first part, an attempt is made to describe the context left behind by four decades of merciless application of neoliberal policies. COVID 19 has the “pedagogical merit” of showing the inability of this civilizing project to ensure the reproduction of the species. It is also a call to attention for humanity to transform and be transformed. We support the hypothesis that nothing will be the same after the pandemic, and that the present still prevents us from anticipating whether the future will bring more justice or, on the contrary, if the interests of those who want to perpetuate an exclusive and unequal order will prevail. If the world changes, in a disputed process, so will education, and in that scenario, the text analyzes the role that IUCOOP can play. We regard ourselves as the creation of the transformative co-operativism—with all the consequences it implies. We also see ourselves as heirs of the university experiences seeking to create an educational institution at the service of a fairer and more egalitarian social project. In the second section, we give an account of the main notes of the projects expressed by the Argentine University Reform of 1918 and the National and Popular University of 1973-1975, as milestones we must remember and from which we must learn. Finally, we review the criteria, definitions and proposals of the IUCOOP in the current times.
Entre a reforma e a pandemia. Desafios do Instituto Universitário da Cooperação. O presente artigo visa descrever a experiência emergente do Instituto Universitário da Cooperação (IUCOOP) relacionada com seus principais desafios na criação de seu próprio projeto e das identidades sobre as que foi construído. Na primeira parte se tenta mostrar o contexto que o neoliberalismo deixou após quatro décadas de imposição impiedosa. A COVID 19 tem o “mérito pedagógico” de deixar entrever a incapacidade deste projeto de civilização para garantir a reprodução da espécie, e, ao mesmo tempo, é um chamado à atenção da humanidade para transformar e se transformar. Sustentamos a hipótese de que nada será o mesmo após pandemia e que, por sua vez, o presente nebuloso não nos permite antecipar se o futuro se tornará mais justo, ou se os interesses dos que desejam perpetuar uma ordem excludente e desigual prevalecerão. Se o mundo mudar num processo questionado, também, o fará a educa- ção. Nessa conjuntura é que no texto se analisa o papel que pode desempenhar o IUCOOP nesse processo. Reconhecemos a nós mesmos como criadores do cooperativismo transformador –com todas as implicâncias disso -, bem como herdeiros das experiências universitárias que perseguiram fundar uma instituição educacional a serviço de um projeto social mais justo e igualitário. Na segunda seção revelamos as principais notas dos projetos que a Reforma Universitária de 1918 e a Universidade Nacional e Popular do período 1973- 1975 expressaram como marcas valiosas, que devemos olhar e com as quais devemos aprender. Por fim, discorremos critérios, definições e propostas do IUCOOP nos tempos de hoje