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REFLEXIONES Y DEBATES
La legislación después del COVID 19
Número 231 / Año 2020 / Por Schujman, Mario S.
El presente artículo tiene como objetivo realizar un breve análisis de la pandemia y la posible situación de la post pandemia, sugerir las modificaciones que deberían producirse en el sistema legal y en las políticas estatales, y proponer reformas a la legislación cooperativa de nuestro país. Parte de considerar que si no transformamos a la sociedad privilegiando a la vida, defendiendo a los sectores más débiles y a la madre tierra; y no luchamos contra una desigualdad creciente y expulsiva, las causas que generaron la pandemia, producirán nuevas crisis. Afirma luego que se abren -en la post cuarentena- dos posibilidades para los pueblos: una que va a tratar de ser impuesta explotando el miedo al cambio, que va a tratar de imponerse a sangre y fuego para seguir concentrando y acumulado poder y riqueza; y otra que llevaría a hacer retroceder la degradación de la naturaleza, a combatir progresivamente la desigualdad y el hambre desde abajo y con las comunidades, a construir un Estado con fortaleza para oponerse a los monopolios y proponer finanzas para multiplicar la producción y el trabajo y políticas para reconstruir la vida a partir de prácticas productivas sostenibles y orgánicas, en el ámbito urbano y rural. Para avanzar en esa segunda alternativa, considera que es necesario hacer profundas reformas, ya que, si bien la Constitución, las leyes, los decretos y las resoluciones ministeriales no transforman la vida, son un importante campo de batalla y un termómetro que mide el camino que recorre el Estado, y la influencia que, sobre éste, y sobre la vida cotidiana de la sociedad, tienen los sectores hegemónicos y contra hegemónicos. Por eso, en este artículo se propone una reforma del Estado a partir de una reforma constitucional, del poder judicial, de la estructura fiscal y la vida política. Finalmente, y en ese contexto, considera imprescindible una reforma en la legislación de la Economía Social, Solidaria, Popular y Comunitaria,para transformar la exclusión en participación activa, la ayuda asistencial en multiplicadores de la dignidad, de la solidaridad, la reciprocidad y la ayuda mutua para empezar desde abajo a construir una sociedad distinta, sin aguardar a que los problemas de nuestro tiempo los solucionen quienes constituyen justamente el problema, porque son instrumentos de la desigualdad.
Legislation After COVID 19 The article intends to briefly analyze the pandemic and the possible postpandemic scenario, suggest the modifications that should take place in the legal system as well as in state policies, and propose amendments to the cooperative legislation of our country. It begins by considering that, if we do not transform society by favoring life, defending the weak, or protecting our planet; or that if we do not fight against increasing and unjust inequality, once the pandemic is over, the causes that generated it will produce new crises. It then goes on to explain that two possibilities open up for the peoples after the quarantine: one that will try to be ruthlessly imposed by enhancing the fear of change in order to continue concentrating and accumulating power and wealth; and another one that would lead to reverse the degradation of nature, work with the communities to progressively fight inequality and hunger from its roots, build a strong state that is able to oppose monopolies and propose financial alternatives to multiply production and labor, as well as formulating policies to rebuild our lives by means of sustainable and organic production practices, in urban and rural settings. The work argues that in order to advance this second alternative, profound changes need to be made, because, although the Constitution, laws, decrees and ministerial resolutions do not transform life, they are an important battleground and an instrument that measures the path chosen by a state, and the influence that hegemonic and counter-hegemonic sectors have on the state and the daily life of society. For this reason, a state reform is proposed, starting from the amendment to the Constitution, and changes in the judiciary, the fiscal structure and the political life. Finally, and in this context, this work considers that it is essential to amend the legislation of the social, solidarity, popular and community economy in order to turn exclusion into active participation, assistance into multipliers of dignity, solidarity, reciprocity and mutual aid. That will allow building a different society, instead of waiting for the problems of our time to be solved by those who are actually the problem, because they are instruments serving inequality
A legislação após a COVID 19. O presente artigo objetiva realizar uma breve análise da pandemia e da possível situação pós- pandemia, sugerindo mudanças para o sistema legal e as políticas estatais, e reformas à legislação cooperativa de nosso pais. Nele se começa considerando que as causas que geraram a pandemia geraram novas crises se a sociedade não for transformada defendendo os setores mais fracos dela, privilegiando a vida e respeitando à Mãe Terra, e se a desigualdade crescente e expulsiva não for combatida. Logo após, afirma-se que, pós-quarentena, duas possibilidades se abriram para os povos: Uma delas tentará ser imposta, pelo sangue e pelo fogo, utilizando o medo da mudança, para, assim, continuar concentrando e acumulando poder e riqueza. A outra levaria a reverter a degradação da natureza, combater progressivamente a desigualdade e a fome de baixo para cima, e com as comunidades construir um estado com força para se opor aos monopólios, propor finanças multiplicadoras de produção e trabalho e implementar políticas para reconstruir a vida, a partir de práticas de produção sustentável e orgânica nos ambientes urbanos e rurais. Para avançarmos nessa segunda alternativa é preciso fazer reformas fundas, pois, embora a Constituição, as leis, os decretos e as resoluções ministeriais não transformem a vida das pessoas, elas são um campo importante de batalha e um termômetro que mede o caminho que atravessa o Estado e a influência que os setores hegemônicos e contra hegemônicos exercem sobre ele e sobre o cotidiano da sociedade. Por esse motivo, a proposta é uma reforma do Estado partindo da alteração da Constituição, do Judiciário, da estrutura fiscal e da vida política toda. Por fim, e nesse contexto, é considerado essencial fazer uma reforma da legislação, da Economia Social Solidária, Popular e Comunitária, para virar a exclusão em participação ativa, a assistência social em aumento da dignidade, da solidariedade, da reciprocidade e da ajuda mútua para come- çar de baixo para cima a construir uma sociedade diferente, deixando de pensar que os problemas de nosso tempo serão resolvidos por aqueles que, justamente, são o problema, vez que são instrumentos de desigualdade.