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REFLEXIONES Y DEBATES
Condiciones y procesos en que los y las jóvenes dinamizan el cooperativismo de la agricultura familiar
Número 227 / Año 2019 / Por Mendoza Vidaurre, René
La paradoja de los últimos treinta años es que el campesinado, a pesar de tener hijos e hijas con más educación formal, vive una crisis económica y social que amenaza su misma existencia. El cooperativismo podría ser su “barco” para resistir y llegar a buen puerto. Para ello, ese cooperativismo cooptado por las elites económicas y políticas, necesita “cambiar la dirección de sus velas” y reorganizarse. Esto es posible si las y los jóvenes son partícipes de ese proceso. Entonces, ¿bajo qué condiciones pueden las y los jóvenes rurales participar de ese proceso de reinvención de las cooperativas para viabilizar la agricultura familiar? Este artículo lidia con esta pregunta y llega a una conclusión: cuando el campesinado, en espacios cooperativos, estudia las duras reglas, autoestudia su mentalidad y se moviliza para innovar en función de las familias campesinas que se organizan, aquella crisis puede volverse una oportunidad para mejorar nuestras sociedades.
Conditions and processes used by young people to make family agriculture co-operativism more dynamic. The paradox of the last thirty years is that, in spite of the fact that farmers’ children have more access to formal education, they are living in an economic and social crisis that threatens their very existence. Co-operativism could be the “ship” that may allow them to resist and reach a safe harbor. To do so, this co-operativism coopted by the economic and political elites needs to “adjust its sails” and reorganize itself. This is possible if the young get involved in that process. So, under what circumstances can the young men and women from rural backgrounds take part in the co-operatives reinvention process in order to make family agriculture viable? This article analyses this question and arrives at a conclusion: when farmers of cooperative settings study the rigid rules, are self-aware, and organize to innovate based on the farmer families that get together, then that crisis can turn into an opportunity to improve our societies.
Condições e processos nos quais os jovens e as jovens deem força ao Cooperativismo da Agricultura Familiar. O paradoxal dos últimos trinta anos é que o campesinato apesar de ter filhos e filhas com maior educação formal vivem uma crise econômica e social que ameaça a sus existência mesmo. O Cooperativismo poderia ser o seu “barco” para resistir e chegar a bom porto. Para isso, esse cooperativismo cooptado pelas elites econômicas e políticas precisa de “mudar a direção das velas” e se reorganizar. Isso é possível caso as jovens e os jovens sejam partícipes desse processo. Então, ¿quais as condições para as jovens e os jovens camponeses participarem desse processo de reinvenção das cooperativas e tornarem viável a agricultura familiar? Este artigo se liga com essa pergunta e atinge uma conclusão: Se o campesinato, dentro de espaços cooperativos, estuda as regras inflexíveis do capitalismo, auto estuda a sua mentalidade e se movimenta para conseguir uma inovação, fazendo as famílias camponeses se organizarem, aquela crise pode virar uma oportunidade para melhorar nossas sociedades.