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REFLEXIONES Y DEBATES
Del modelo industrial con inclusión social al modelo financiero. Argentina y la región en la encrucijada. Pensar la cultura en la economía social, comunitaria y solidaria
Número 230 / Año 2020 / Por Flury, Jorgelina
El presente artículo parte de una conceptualización de economía social, comunitaria y solidaria como un campo de la economía plural en el que predomina la reciprocidad, orientado a la producción y distribución de valores de uso, para satisfacer necesidades y aspiraciones concernientes a la vida colectiva. La vigencia de la reciprocidad se visualiza como parcial y se despliega en diferentes matices, pero la posibilidad de que la misma se reproduzca ampliamente se encuentra ligada en parte al potencial transformador de la cultura. Por ello, se propone pensar cómo la cultura contribuye a que la economía social y comunitaria se torne solidaria, al entenderla principalmente en un sentido antropológico pero también como sector de la actividad humana centrado en las creaciones y expresiones artísticas e intelectuales. Estas diversas perspectivas de la cultura resultan fecundas para analizar la dimensión política y cultural de la economía social y comunitaria. Este trabajo es un ensayo teórico que pivotea en el análisis de experiencias estudiadas desde la labor académica de la autora o en cuya praxis la misma se encuentra involucrada.
From the industrial model with social inclusion to the financial model. Argentina and the region at the crossroads. Thinking about culture in the social, community and solidarity economy The article begins with a conceptualization of social, community and solidarity economy as a field of the plural economy in which reciprocity predominates (Polanyi, 1976), and which is oriented to the production and distribution of use values, to satisfy the needs and aspirations of the collective life. The validity of reciprocity is seen as partial and is shown with different nuances, but the possibility that it may be widely reproduced is linked, in part, to the transformative potential of culture. For this reason, the article suggests thinking about the way in which culture contributes to the social and community economy becoming solidarity economy, trying to understand culture mainly in an anthropological sense, but also as a sector of human activity focused on artistic and intellectual creations and expressions (Margulis et al., 2014). These diverse perspectives of culture are good for analyzing the political and cultural dimension of the social and community economy. The work is a theoretical essay that revolves around the analysis of experiences studied by the author in her academic works or directly experienced by her in the practice she is involved with.
Do modelo industrial com inclusão social ao modelo financeiro. Argentina e a região na encruzilhada. Pensar a cultura na economia social, comunitária e solidária. O artigo parte de uma conceptualização da economia social, comunitária e solidária como um campo da economia plural, em que predomina a reciprocidade (Polanyi, 1976) voltado para a produção e distribuição de valores de uso, que satisfarão as necessidades e aspirações da vida coletiva. O vigor da reciprocidade é parcial, e mostra diferentes matizes, no entanto a possibilidade de ela se reproduzir com amplitude depende, em parte, do potencial transformador da cultura. Por isso, a proposta é pensar o quanto a cultura contribui para que a economia social e comunitária se torne solidária, no sentido antropológico, mas também na dimensão da atividade humana focada na criação e expressão artística e intelectual (Margulis & outros, 2014). Essas diferentes perspectivas da cultura são frutíferas para analisar a dimensão política e cultural da economia social e comunitária. O trabalho é um ensaio teórico, que se balança em torno da análise de experiências estudadas na labor acadêmica da autora e na práxis, em que ela está envolvida