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REFLEXIONES Y DEBATES
Imaginarios post-neoliberales. Tres proposiciones de principio para una indagación crítica-prospectiva
Número 230 / Año 2020 / Por Busso, Hugo
Ante los desafíos vitales globales y los inconvenientes que genera nuestro modo de vida, la imaginación política y las utopías concretas están de retorno en América Latina. Las posibles alternativas post neoliberales podrían articularse desde un horizonte trans-moderno, que tendría a la cooperación como categoría que articulase creativamente nuevos horizontes a experimentar, colectivamente, como en un laboratorio social post capitalista. La cooperación, la creatividad y la ecología (coo-creatividad), teniendo a lo común como principio político, parecen guiar la búsqueda imperiosa de alternativas a lo ya agotado. Es de prever que políticamente la situación a venir en los próximos diez años en las sociedades latinoamericanas será más bien un laboratorio de cooperativismo, de prospectiva política, de experimentación y ensayo colectivo. En este artículo se presentan tres propuestas como orientaciones generales para el movimiento cooperativo internacional y regional, con el fin de debatir su aporte posible para este impasse. Primero, la necesidad de disponer de imaginación y de utopías concretas post neoliberales para orientar democráticamente la búsqueda coo-creativa, que no sean modelos a priori. Luego, la cooperación debería postularse reafirmándose como innovación social y compromiso solidario, en esta nueva etapa. Por último, lo común y la gratuidad podrían servir como dispositivos de experimentación colectiva, en el laboratorio sociopolítico post neoliberal.
Post-neoliberal imaginary. Three propositions of principle, for a criticalprospective inquiry Given the global vital challenges and the problems that our way of life generates, political imagination and concrete utopias are back in Latin America. Possible post-neoliberal alternatives could be articulated from a trans-modern horizon (Dussel), having co-operation as a category that would creatively articulate new horizons to be experienced, collectively, as in a post-capitalist social laboratory (Baschet). Co-operation, creativity and ecology (coo-creativity), considering the common ground (Laval and Dardot) as a political principle to guide possible alternatives to come in the short term, seem to direct the urgent search for alternatives to what is already exhausted. It is to be expected that, politically, it will be a laboratory of political foresight, experimentation and collective testing. Three proposals are made as guidance for the co-operative movement and its possible contribution to this impasse: the need to have imagination and concrete post-neoliberal utopias to democratically guide the co-creative search, other than a priori models. Then, cooperation should be postulated as social innovation and solidarity commitment, in this new stage. Finally, the common ground and gratuitousness could serve as devices for collective experimentation, in the post-neoliberal sociopolitical laboratory.
Imaginários pós-neoliberais. Três propostas de início para uma visão crítica prospectiva Perante os desafios vitais a nível global, e os inconvenientes que gera o nosso modo de vida, a imaginação política e as utopias concretas estão retornando para América latina. As possíveis alternativas pós neoliberais poderiam se articular de um horizonte (trans.) moderno (Dussel), que tiver a cooperação como uma categoria de articulação criativa de novos horizontes, que poderão ser experimentados, de modo coletivo, como em um laboratório social pós-capitalista (Baschet). A cooperação, a criatividade e a ecologia (coo-criatividade) tendo O Comum (Laval e Dardot) como princípio político das possíveis alternativas a virem no curto prazo, parecem ser o norte na busca imperiosa das alternativas diante no cenário já esgotado. É previsível que, falando em política, será um laboratório de prospectiva política, de experimentação e de ensaio coletivo. Três propostas como guia do movimento cooperativo e sua contribuição possível para este impasse: A necessidade de dispor de imaginação e de utopias concretas pós neoliberais para orientarmos democraticamente na busca coo-criativa, deixando de fora modelo a priori. Logo, nesta fase nova, a cooperação deveria se alçar como inovação social e compromisso solidário. No fim, o comum e a gratuidade poderiam servir como dispositivos de experimentação coletiva no laboratório sociopolítico pós-neoliberal.